Saturday, January 14, 2006

Caminhar...

A minha vida ultimamente tem sido uma constante alteração de sensações, sentimentos, angústias e jogos mentais pesados...Muita coisa mudou em mim...muita coisa mudou ao meu redor...tenho sentido à flor da pele as provocações e alergias que o meu pensamento racional provoca em mim...não que me arrependa de alguma coisa que tenha feito...a vida é demasiado curta para lamentações e lamúrias...e a evolução para mim neste momento tem o extremo da importância como objectivo de vida...estar rodeado de pessoas que não transmitem sensações novas, que não partilham o mesmo que eu, que não compreendem a minha evolução e que são provavelmente futuros adeptos de uma vida sem surpresas e estagnária é agoniante e muitas vezes deprimente. Será isso um aviso? Será que estou errado? Será que nos devemos deixar levar por um destino incerto e esperar que a probabilidade matemática trate da nossa sorte ou azar? Não, não consigo concordar com esse tipo de atitudes...mas compreendo...cada pessoa evolui como quer, quando quer e onde quer...e por isso há que percorrer esse caminho tormentoso e perturbante sozinho...Eu ando a percorrer esse caminho e não me arrependo...a constante solidão durante os vários obstáculos e a independência na escolha do caminho, podem levar a um estado de exaustão mental e de certa forma a uma dor intensa e nunca antes sentida dentro do peito...a dor no coração, a incapacidade de respirar devido ao nível extremo de angústia e sofrimento, à incapacidade de mudar o que nos causa tanto transtorno...No entanto, à bem pouco tempo foi-me ensinada uma técnica com o intuito de por fim a esta dor que me deixa inanimado...a relativização! Consiste em relativizar todos os sentimentos, pensamentos, sensações e acções necessárias para percorrer esse caminho de forma a tornar tudo mais simples e normal...uma visão simplificada da vida. Ainda não sou mestre nesta técnica mas tenho tentado aplicá-la o mais que posso. Mas existe uma parte de mim que não me deixa realizá-la com um total sucesso...a maturidade. Apesar de muitas vezes sentir que os meus pensamentos não são próprios da minha idade e experiências de vida, acredito que a minha constante capacidade de observação e inocência me permitiram atingir um grau mais elevado nesse campo...mas sei que ainda tenho muito caminho para percorrer...primeiro à que atingir a estabilidade interior...e só depois atingir a estabilidade a dois...eu visualizo o meu futuro como um quadro bem vivo cheio de cores alegres e chamativas...um quadro valioso e raro...uma mulher que veja como eu me vejo ao espelho introspectivamente...uma vida feliz! Mas para isso à que caminhar... :)